
Iniciativa da Prefeitura reúne seis brewpubs na Rua da Carioca e integra estratégia de revitalização econômica e urbana da região central.
A Rua da Cerveja, na Rua da Carioca, no Centro do Rio, comercializou 300,9 mil chopes em 2025, o equivalente a 100,3 mil litros de cerveja artesanal. O desempenho é atribuído ao Polo Cervejeiro criado pela Prefeitura como parte da estratégia de revitalização econômica da região.
O projeto Rua da Cerveja, instalado na Rua da Carioca, no Centro do Rio, registrou a venda de 300,9 mil chopes em 2025. O volume corresponde a 100,3 mil litros de cerveja artesanal comercializados ao longo do ano, média mensal de 25,1 mil litros.
O polo reúne atualmente seis estabelecimentos que operam no modelo brewpub — produção e venda no próprio local. Segundo a Prefeitura, a iniciativa integra o primeiro Polo Cervejeiro da cidade e busca estimular a ocupação econômica da região central.
De acordo com estudo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o programa pode gerar cerca de 500 empregos em quatro anos e movimentar R$ 222 milhões no período.
Incentivos e expansão
Para viabilizar a instalação das cervejarias, o município concedeu incentivos financeiros. O subsídio para reforma de imóveis foi fixado em R$ 1.000 por metro quadrado, limitado a R$ 200 mil por estabelecimento. Também foi oferecido apoio para despesas operacionais no valor de R$ 75 por metro quadrado mensais, por até 30 meses, com teto de R$ 15 mil para imóveis de até 200 m².
Ao todo, nove cervejarias firmaram contrato com o município, das quais seis já estão em funcionamento: Vírus Bier, Martelo Pagão, Piedade Cervejaria, Arkan Beer, Búzios e Tio Ruy. Outras três unidades têm previsão de abertura.
Requalificação urbana
O projeto inclui intervenções urbanísticas na Rua da Carioca, como a redução de três para duas faixas destinadas a veículos, ampliação de calçadas para áreas de convivência, novo sistema de iluminação e arborização.
A iniciativa envolve diferentes órgãos municipais, entre eles a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos e o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, além das secretarias de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Infraestrutura e Coordenação Governamental.
Os imóveis da área são protegidos por legislação de preservação cultural, e o projeto prevê compatibilização das atividades comerciais com as características históricas da região.
Foto: Rafael Catarcione



