Muito mais que um parque, o antigo pântano colonial transformou-se em um jardim de estilo inglês que guarda os segredos da Proclamação da República e o charme da Belle Époque carioca.
Se você está passeando pelo Centro do Rio e busca uma pausa no ritmo frenético da Avenida Presidente Vargas, o Campo de Santana é o seu destino obrigatório. Com seus 155 mil metros quadrados, o parque é um verdadeiro museu a céu aberto, onde a natureza tropical abraça monumentos que moldaram o Brasil.
Um Passeio de Imperadores e Republicanos
Ao caminhar pelas alamedas, você pisa em solo sagrado da história nacional. Foi aqui que Dom Pedro I foi aclamado Imperador e onde, décadas mais tarde, o Marechal Deodoro da Fonseca — que morava exatamente em frente ao campo — deu o grito da Proclamação da República.
Para quem gosta de arquitetura, o destaque fica por conta da sede da Fundação Parques e Jardins. Erguida em 1909 em estilo Luiz XV pelo arquiteto Leon Gaubert, a construção parece transportada diretamente de Paris para o Rio, reforçando o ar europeu que a cidade buscava no início do século XX.
O Paisagismo de Glaziou: Um Cenário para Fotos
O grande charme visual do Campo vem do projeto de 1873, assinado pelo francês Auguste Glaziou. Inspirado nos jardins ingleses, o espaço rompe com as linhas retas e aposta em caminhos sinuosos, lagos e pontes.
De Pântano a Marco Urbano
É difícil imaginar que, nos tempos coloniais, essa área era um imenso pântano que dividia a cidade da zona rural. O local já abrigou a antiga Igreja de Santana e a primeira estação ferroviária do Brasil (a Dom Pedro II, onde hoje brilha a imponente torre da Central).
Hoje, sob o cuidado da Fundação Parques e Jardins — instituição centenária que zela pelo verde da cidade desde 1893 — o Campo de Santana permanece como um convite ao descanso e à contemplação.
Ficha do Local
- Endereço: Praça da República, s/nº
- Horário: de 2ª a 6ª - 10:00h às 16:00h
- Preço / Entrada: Gratuito
