
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB Rio) apresenta a exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, considerada a maior retrospectiva já realizada sobre a trajetória do artista plástico brasileiro Vik Muniz. Em cartaz de 20 de maio a 7 de setembro de 2026, a mostra reúne mais de 220 obras produzidas entre 1987 e os dias atuais, ocupando o térreo e o primeiro andar do centro cultural.
Com curadoria de Daniel Rangel, a exposição oferece um amplo panorama da produção de um dos artistas brasileiros mais reconhecidos internacionalmente. Entre fotografias, esculturas, instalações e trabalhos interativos, o público poderá conhecer diferentes fases da carreira de Vik Muniz, marcada pela utilização de materiais inusitados e pela constante investigação sobre percepção, memória e construção das imagens.
A temporada carioca traz novidades em relação às edições anteriores realizadas em Recife e Salvador. Aproximadamente 20 trabalhos foram incorporados à exposição, incluindo obras inéditas criadas especialmente para a montagem no Rio de Janeiro, além de esculturas restauradas, recriadas e apresentadas em novas versões.
Entre os destaques está a escultura “Ferrari Berlinetta”, exibida pela primeira vez no Brasil. Com mais de quatro metros de comprimento e cerca de 650 quilos, a obra reproduz em tamanho real um carrinho de brinquedo da infância do artista, explorando a relação entre memória afetiva e transformação de objetos cotidianos em experiências monumentais.
Outro ponto de destaque é a instalação inédita “Tropeognathus mesembrinus”, inspirada em um pterossauro pré-histórico. Suspensa na rotunda do CCBB Rio, a obra possui mais de oito metros de envergadura e foi produzida com polímero misturado a cinzas recuperadas do incêndio que atingiu o Museu Nacional em 2018. A peça integra a série “Museu de Cinzas”, criada por Vik Muniz como homenagem ao patrimônio científico e cultural perdido na tragédia.
A exposição também apresenta séries importantes da trajetória do artista, como “Verso”, que revela o lado oculto de obras consagradas da história da arte; “Colônias”, desenvolvida em parceria com pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos; “Veículos Mnemônicos”, que transforma brinquedos em esculturas de grandes dimensões; e “Os Arquivos de Weimar”, instalação que convida o público a refletir sobre memória, documentação e percepção da realidade.
Ao longo do percurso, os visitantes encontrarão ainda esculturas raramente exibidas no Brasil, fotografias emblemáticas, trabalhos interativos e uma linha do tempo dedicada à trajetória de Vik Muniz, permitindo acompanhar a evolução de sua produção artística ao longo de quase quatro décadas.
Reconhecido internacionalmente, Vik Muniz possui obras em importantes instituições culturais do mundo, como o Museu Guggenheim, em Nova York, a Tate Gallery, em Londres, o Centre Pompidou, em Paris, e o Museu Reina Sofía, em Madri. A retrospectiva no CCBB Rio oferece uma oportunidade para conhecer de forma abrangente a diversidade e a relevância de sua obra.
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