O Cais do Valongo, localizado na Avenida Barão de Tefé, no tradicional bairro da Saúde, é um dos marcos históricos e arqueológicos mais importantes do mundo. Revelado em 2011 durante as escavações das obras de revitalização da Zona Portuária (Porto Maravilha), o sítio arqueológico resgata a memória da diáspora africana e a ancestralidade que moldou a identidade do Rio de Janeiro e do Brasil.
Construído em 1811 pela Intendência Geral de Polícia, o cais funcionou até 1831 como o principal porto de entrada de africanos escravizados nas Américas. Estima-se que cerca de um milhão de pessoas tenham desembarcado no local ao longo de duas décadas de operação.
Posteriormente, em 1843, a estrutura de pedra original foi recoberta para a construção do Cais da Imperatriz, planejado para receber a princesa Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias, que se casaria com o imperador D. Pedro II. Hoje, as escavações deixam expostas as diferentes camadas de pedras sobrepostas dessas duas fases da história nacional.
Reconhecimento Mundial e Nacional
Devido ao seu valor universal excepcional como o único vestígio material íntegro do desembarque de escravizados no continente, o Cais do Valongo foi titulado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 2017. Recentemente, em setembro de 2025, o local recebeu uma nova camada de proteção ao ser oficialmente reconhecido por lei federal como Patrimônio Histórico-Cultural Afro-Brasileiro, o que garante diretrizes permanentes para a salvaguarda de sua memória.
Ficha do Local
- Endereço: Avenida Barão de Tefé, s/nº (Praça Jornal do Comércio)



